Ramos de Cultura

Lágrimas na despedida

Esse foi um texto que guardei na gaveta durante o ano todo, aqueles que você começa a escrever mas não sabe como terminá-lo. Também não queria ir na onda do fato ocorrido, mas agora pegando o gancho do fim do ano, do momento revival, retrospectiva… está aí um texto que foge um pouco ao padrões do meu blog (mas o blog é meu, então escrevo o que eu bem entender ^^ ) um texto sentimental, entretanto que não soe sentimentalista rsrs.

Lágrimas na despedida…

Então, na semana de renúncia do Papa eu iria viajar e no deserto da quaresma não sabia o que escrever. Já as vésperas da viagem em um momento de oração, meu amigo foi às lágrimas ao tentar ler uma das últimas mensagens do Bento XVI e eu sem entender e me perguntando: Por quê? Porque das lágrimas? Porque essa “insegurança” “medo” não sabia qual palavra ou sentimento exprimia aquele momento. Pensei: “Mas o Papa ainda está vivo. Compreendo que ele é um Senhor de idade, mas estamos bem, ele não se foi…”

lágrimas

Seguiu a vida e viajei e ainda meditando aquelas lágrimas, aquele momento e pensei: será que sou muito insensível ou meu amigo que é sensível demais e eu sou normal? Cheguei ao meu destino com meus pais que foi Pernambuco para visitar meus avós e assim que fomos recebidos as 5h da manhã, minha avó sem dormir, logo ao ver o filho vai as lágrimas. Porém continuei na minha.

papa_costas

 

No interior como todos nós sabemos. a vida é bem devagar, isolada do mundo e eu ainda seguia sem  resposta. E vai uma visita aqui outra ali, tia, tio, primo, amigo de infância dos meus pais, fulano, ciclana… Dorme na casa de um, almoça na casa de outro. Como bom católico que segue os mandamentos da Igreja: Guardai domingos e festas. Fui eu a missa e na Homilia o Padre falou sobre a quaresma, o Papa e o conclave que se aproximava. E eu ainda (burro) sem entender as lágrimas. Fui ao grupo de oração conheci a galera e fui convidado para pregar e a interrogação persisti,  os dias seguiram. Enfim eis que chegou o último dia da viagem e tinha diversas casas para se despedir e logo na primeira, já se via os olhos marejados e a voz embargada e eu ainda firme, seguimos passando nas casas da “parentada” eis que chegamos a casa dos avós paternos, muita gente conversando e rindo meio que disfarçando o choro, até que de fato chegou a hora da despedida e de novo voz embargada e olhos esquentando e uma tentativa fracassada de evitar o inevitável. Assim como o mar arrebenta na praia, foram as águas salgadas das lágrimas rolando no rosto ao ver minha avó chorando ao ver o filho partir, o filho chora por retomar a sua caminhada e sabe que os seus pais não estarão na vizinhança, sem colo… aí caiu a ficha!

"Sentiremos sua falta"

“Sentiremos sua falta”

Por que meu amigo chorou? Quem quer viver longe da pessoa que amamos, que temos respeito, admiração, estima…? Ele chorava por que seu Pai espiritual se afastava, ele sabia dentro de si que não o perdeu,mas o encontro que ele tanto sonhava ou reencontro para outros, não aconteceria que seria na jmj. São essas incertezas da vida, as fatalidades que fogem ao nosso controle que nos deixam inseguros com o amanhã, se vamos ver as pessoas que amamos mais uma vez em vida, mas o que nos conforta e faz secar as lágrimas é de que Cristo nos aguarda em Seu Reino Celestial.

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(Nunca fiz isso, but faço agora ^^ dedico esse post a minha família e aos amigos da Igreja e em especial Adriano Gomes e Célio Nascimento)

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