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Por que a Beleza Importa – tudo é arte e nada é arte? (Parte 2)

(Cont) Filósofo Roger Scrutton

Houve um tempo em que a arte cultuava a beleza. Agora temos um culto à feiura, no lugar. Sendo o mundo perturbador, a arte deveria ser perturbadora também. Aqueles que procuram beleza na arte apenas estão por fora da realidade moderna de beleza. Às vezes a intenção é nos chocar, mas o que é chocante de início, se torna chato e vazio, quando repetido. Isto transforma a arte em uma piada elaborada que perdeu a graça, se os críticos continuarem a encorajar isto, com medo de dizerem que “o imperador está nu”.

Damien Hirst - a thousand years (um exemplo de Arte Pertubadora)

Damien Hirst – a thousand years (um exemplo de Arte Perturbadora)

A arte criativa não é feita do nada, somente se tendo uma idéia. Sim, idéias podem ser interessantes e prazerosas, mas isto não justifica a apropriação do papel da arte. Se uma obra de arte, não é nada mais do que uma idéia, qualquer um poderia ser um artista e qualquer objeto uma obra de arte… Não existe mais nenhuma necessidade de habilidade, gosto ou criatividade. Leia mais…

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Por que a Beleza Importa – tudo é arte e nada é arte? (Parte 1)

Olá galera, trago aqui a transcrição de um documentário sensacional a respeito da Beleza 😉 inclusive sanou muitas dúvidas minhas a respeito do que é arte. Nascemos em um período tão louco que desde o berço aprendemos o ERRADO como se fosse CERTO. Lembro que no documentário do Banksy ele levantava essa questão o que é arte? Quem pode criar?  E o filósofo deste documentário responde tintin por tintin e pronto! As escamas caem dos nossos olhos 😀

Detalhe: Venus de Botticelli

Detalhe: Venus de Botticelli

Este documentário foi dirigido pelo filósofo inglês Roger Scruton – um dos mais importantes intelectuais conservadores da Europa – e veiculado pela BBC em 28/11/2009. Nele, de uma forma brilhante, instigante e muito elucidativa, o Professor Roger Scruton demonstra como a partir do século XX, perdendo o senso ético e estético de(a) Beleza, a humanidade afundou-se ainda mais no que ele chama, com inteira razão, de deserto espiritual. Tal deserto, indubitavelmente, é um dos frutos do ideal, soberbo e falacioso, da modernidade iluminista que assentiu que “o homem é a medida de todas as coisas“. Hoje, já na pós-modernidade da humanidade, já não há mais senso ético e estético de Verdade, de Bondade ou, como bem explica Dr. Scruton, de Beleza. As consequências disso? Muitas! Todas girando em torno do que no cristianismo se chama de “feiúra da alma” ou, nas palavras do filósofo inglês “a cult of ugliness”. Leia mais…

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