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Por que a Beleza Importa – tudo é arte e nada é arte? (Parte 3)

(cont) Filósofo Roger Scrutton

Certamente algo não é uma obra de arte só por mostrar a realidade, incluindo a feiura, e se auto chamar de arte. A arte necessita de criatividade, e criatividade, é sobre dividir, chamar os outros para ver o mundo como o artista o vê. É por este motivo que vemos beleza na arte inocente das crianças. Crianças não estão nos dando idéias no lugar de imagens criativas, nem estão se afundando em feiura. Elas estão tentando afirmar o mundo como o vêem, e dividir o que sentem. Algo da criatividade deliciosamente pura das crianças, sobrevive em cada verdadeira obra de arte. Mas criatividade não é suficiente, e o talento do verdadeiro artista, é mostrar o real sob a luz do ideal, e então, transfigurá-lo. Isto é o que Michelângelo alcança em seu grande retrato de David.

David - Michelangelo

David – Michelangelo

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Por que a Beleza Importa – tudo é arte e nada é arte? (Parte 2)

(Cont) Filósofo Roger Scrutton

Houve um tempo em que a arte cultuava a beleza. Agora temos um culto à feiura, no lugar. Sendo o mundo perturbador, a arte deveria ser perturbadora também. Aqueles que procuram beleza na arte apenas estão por fora da realidade moderna de beleza. Às vezes a intenção é nos chocar, mas o que é chocante de início, se torna chato e vazio, quando repetido. Isto transforma a arte em uma piada elaborada que perdeu a graça, se os críticos continuarem a encorajar isto, com medo de dizerem que “o imperador está nu”.

Damien Hirst - a thousand years (um exemplo de Arte Pertubadora)

Damien Hirst – a thousand years (um exemplo de Arte Perturbadora)

A arte criativa não é feita do nada, somente se tendo uma idéia. Sim, idéias podem ser interessantes e prazerosas, mas isto não justifica a apropriação do papel da arte. Se uma obra de arte, não é nada mais do que uma idéia, qualquer um poderia ser um artista e qualquer objeto uma obra de arte… Não existe mais nenhuma necessidade de habilidade, gosto ou criatividade. Leia mais…

Por que a Beleza Importa – tudo é arte e nada é arte? (Parte 1)

Olá galera, trago aqui a transcrição de um documentário sensacional a respeito da Beleza 😉 inclusive sanou muitas dúvidas minhas a respeito do que é arte. Nascemos em um período tão louco que desde o berço aprendemos o ERRADO como se fosse CERTO. Lembro que no documentário do Banksy ele levantava essa questão o que é arte? Quem pode criar?  E o filósofo deste documentário responde tintin por tintin e pronto! As escamas caem dos nossos olhos 😀

Detalhe: Venus de Botticelli

Detalhe: Venus de Botticelli

Este documentário foi dirigido pelo filósofo inglês Roger Scruton – um dos mais importantes intelectuais conservadores da Europa – e veiculado pela BBC em 28/11/2009. Nele, de uma forma brilhante, instigante e muito elucidativa, o Professor Roger Scruton demonstra como a partir do século XX, perdendo o senso ético e estético de(a) Beleza, a humanidade afundou-se ainda mais no que ele chama, com inteira razão, de deserto espiritual. Tal deserto, indubitavelmente, é um dos frutos do ideal, soberbo e falacioso, da modernidade iluminista que assentiu que “o homem é a medida de todas as coisas“. Hoje, já na pós-modernidade da humanidade, já não há mais senso ético e estético de Verdade, de Bondade ou, como bem explica Dr. Scruton, de Beleza. As consequências disso? Muitas! Todas girando em torno do que no cristianismo se chama de “feiúra da alma” ou, nas palavras do filósofo inglês “a cult of ugliness”. Leia mais…

Da arte verdadeira à “rabiscagem”

Bem, encontrei uma revista jogada pela Igreja e folheei até que deparei com a matéria abaixo. Muito boa e resolvi reproduzir na íntegra 😉 Para os fãs de arte, boa leitura!

Nenhuma mulher gostaria de ter tais feições, a menos que estivesse sendo vítima de alguma possessão diabólica. Que moça ou senhora sentir-se-ia à vontade, olhando-se no espelho e vendo refletida essa figura? Pensaria tratar-se de uma alucinação. Ou então, que um demônio teria desfigurado sua face.O quadro abaixo intitula-se Mulher chorando.

Entretanto, esse é um dos quadros mais celebrados de Pablo Picasso, quando tinha 56 anos, pintado em 1937.

Mulher chorando

Mulher chorando

Mas não pense o leitor que esse e numerosos outros quadros medonhos ou inextricáveis foram por ele produzidos por falta de talento. Não! Picasso tinha muito talento.

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